quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Brasil Central Music - Partido da Cultura - PCult


Brasil Central Music - Goiânia/GO - 17/11/2010
Mesa 02: Partido da Cultura - PCult
Participantes: Fabio Pedroza (Móveis Coloniais de Acaju e CEBAC), Pablo Kossa (Fósforo Cultural) e Talles Lopes (Abrafin e Circuito Fora do Eixo)

Os dois primeiros convidados da mesa fizeram observações sobre a atuação política da classe cultural local, trazendo o contexto do Distrito Federal e de Goiânia respectivamente.

No Distrito Federal, a classe se uniu e escreveu em conjunto uma carta de princípios para ser apresentada aos candidatos da última eleição, sendo endossada por 3 representantes deles. Consideraram a mobilização eficaz, e agora se unem para procurar as formas de cobrar a colocação em prática das atividades descritas, o que seria uma grande revolução na cultura local, já que a situação atual por lá é de grande descaso na área.

Já Goiânia vem apresentar talvez uma das mais eficientes mobilizações da sociedade civil em torno do Pcult nessas eleições. De acordo com Kossa, eles já haviam conquistado muita coisa, principalmente no meio do rock independente da cidade, mas viram toda essa construção se ruir aos poucos, levando a um retrocesso da política cultural praticada. Um dos ícones desse momento delicado foi a desativação do Centro Cultural Oscar Niemeyer, espaço que vinha sendo ocupado estrategicamente por representantes ativos da produção cultural da cidade. Diante dessa situação, a classe cultural se mobilizou e fez barulho através do movimento “Rock pelo Niemeyer”, onde diversos artistas e agentes da cultura local, principalmente ligados ao rock independente, foram às ruas, com direito a trio elétrico, numa movimentação até o espaço desativado pelo poder público, o que gerou grande repercussão não só no âmbito local, mas também nacionalmente.

Logo em seguida esses movimentos ganharam voz ativa dentro dos planos de governo dos candidatos da eleição, e passaram a pautar diretrizes do setor cultural, que a partir de agora serão acompanhadas de perto por essa mobilização.

Já Talles Lopes veio trazer uma visão mais global do Partido da Cultura. Ele começa colocando a origem do PCult, que surge como um movimento apartidário que visa trazer a cultura para dentro da pauta política, e mostrar que ela é uma plataforma econômica que transversa com várias outras áreas da estrutura social da sociedade.

Talles ainda faz análise que a ocupação dentro do debate eleitoral do executivo não foi de grande êxito nesse primeiro momento, mas que houveram interessantes diálogos com parlamentares em diversos estados.

Finalizando, é colocado os próximos desafios do Pcult agora nesse período pós-eleição:
- construir um programa mais concreto com os princípios levantados durante o período anterior para ser levado aos novos nomes que assumirão papéis na nova configuração política de cada localidade;
- articular um campo de interlocução parlamentar cada vez mais forte em cada estado, erguendo uma frente da cultura que assumirá o papel de cobrança, de pressão;
- estruturar um núcleo de pesquisa para fornecer dados para defender os princípios levantados e apresentados à esses representantes culturais, possibilitando uma defesa mais concreta dos argumentos posicionados.

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